Mito ou Realidade
Se usar o Escapulário não vou para o inferno. Verdadeiro ou falso?
No ano 1251 o superior Geral da Ordem Carmelita, S. Simão Stock,Frei recorreu ao socorro de Nossa Senhora do Carmo porque sua Ordem havia se transferido da Palestina para o Ocidente e vivia momentos de grande crise, fatalmente seria incorporada aos franciscanos ou dominicanos. No dia 16 de julho o santo teve uma visão: Nossa Senhora lhe ofereceu o Escapulário como sinal de aliança e prometeu-lhe: “Meu querido filho, eis o Escapulário que será o distintivo na minha Ordem.
Aceita-o como um penhor de benção para ti e para todos os membros da Ordem do Carmo. Aquele que morrer piedosamente revestido com este Escapulário participará da eterna salvação”.
O valor e significado do Escapulário estão na tradição da Ordem do Carmo, que sempre o considerou como sinal de proteção materna de Maria, isto há quase 760 anos e como tal foi aprovado pela Igreja.
Usar o Escapulário é comprometer-se a seguir Cristo como Maria e, como seu modelo devemos colocar Deus como o mais importante em nossa vida e buscar sempre a sua vontade; viver próximo dos nossos irmãos e irmãs e solidarizar-nos com eles em suas necessidades; ter diante dos olhos o exemplo dos santos e santas carmelitas, uma vez que estamos introduzidos na família carmelita; alimentar a esperança do encontro com Deus na vida eterna, com a proteção e intercessão de Maria. A proteção e intercessão de Maria não se refere somente ao momento da morte, mas já nesta vida ela ocorre e há inúmeros testemunhos que comprovam esta proteção.
Para conseguir os privilégios e indulgências do Escapulário, é importante que:
- A sua imposição seja feita uma única vez para toda a vida, não havendo necessidade de receber a imposição a cada ano; ela é feita por um religioso carmelita ou um padre autorizado pela Ordem. A benção é dada à pessoa não ao Escapulário. Portanto quando ele estiver gasto ou estragado troca-se por um outro novo, que poderá então ser abençoado por qualquer padre.
- O verdadeiro Escapulário é representado por dois pedaços de pano marrom unidos por um cordão que podem ser recobertos de plásticos, alpaca, prata ou ouro.
- Pode ser substituído por uma medalha que tenha de um lado a imagem do Sagrado Coração de Jesus e de outro a de Nossa Senhora. Escapulários com outras estampas é falso. Se o devoto, por algum motivo, não puder usá-lo no pescoço, pode-se colocá-lo na carteira, no carro, ou próximo da sua cama.
- O Escapulário requer um compromisso cristão autentico: viver de acordo com os ensinamentos do Evangelho, receber os sacramentos e professar uma devoção especial a Nossa Senhora, a qual se exprime com a recitação do terço ou no mínimo de três Ave-Marias diariamente.
Com tudo isto que foi exposto acima podemos ver que:
o Escapulário não é um amuleto, um sinal de proteção mágica. Como também não é uma garantia automática de salvação e muito menos uma isenção, um salvo conduto que dispensa de viver as exigências da vida cristã.
O escapulário é um Sacramental e como tal, a eficácia santificadora deriva-se da oração da Igreja e das disposições da pessoa que os recebe ou utiliza, e está ligada à fé e à devoção tanto do ministro que confere o sacramental como do cristão a quem se destina.
Caro leitor, se você nunca recebeu a imposição do Escapulário aproveite o dia 16 de julho, dia de Nossa Senhora do Carmo, para recebê-la.
Jane do Térsio
Fonte: Jornal O Mensageiro