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... esperamos que nossa comunidade educativa se torne uma experiência de comunhão e de participação e lugar de graça, onde o Projeto Pedagógico contribua para unir numa síntese harmoniosa, o divino e o humano, o evangelho e a cultura, a fé e a vida.

 

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:: BREVE HISTÓRICO DA SEMANA SANTA::

Estamos nos aproximando da Semana Santa. Entre todas as festividades da Igreja, encontram-se aquelas importantes celebrações, que são o núcleo do ano litúrgico e o cerne da vida dos cristãos: a Semana Santa, mais especificamente o tríduo pascal (Quinta, Sexta, Sábado e Domingo de Páscoa).

O Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor
É assim chamado, e não só “Domingo de Ramos”, porque reúne duas importantes tradições: uma oriental, bastante antiga (século V), vinda de Jerusalém, que celebrava no domingo anterior à Páscoa a entrada triunfal de Jesus na cidade. A outra tradição, já testemunhada pelos sermões de Leão Magno (século V), pelo lado ocidental da Igreja, vinda de Roma, celebrava neste dia a narrativa da Paixão do Senhor. As duas tradições fundiram-se em Roma somente pelo século XI.

A missa vespertina da ceia do Senhor
Alguns testemunhos relatam que, desde o IV século, celebrava-se por três motivos na Quinta-feira Santa: a reconciliação dos penitentes, a bênção dos óleos e a comemoração da ceia do Senhor. Dos três, permanecem duas: a bênção dos óleos, que acontece na missa da unidade, e a missa vespertina da ceia do Senhor, depois do entardecer. Celebramos, na missa vespertina da ceia do Senhor, a instituição da Eucaristia, do sacerdócio e o mandamento do amor. Esses três mistérios estão intimamente ligados: não existe Eucaristia sem sacerdócio (ministerial e comum dos fiéis) e sem o culto existencial expresso pelo amor fraterno. Por isso, o lava-pés, tradição oriental (Jerusalém) que remonta ao século V, mais que uma dramatização, deve ser momento profundo de atualização da vida inteira de Cristo, que assume o papel de servo. É o próprio gesto de Deus que se inclina sobre a nossa humanidade para servi-la. Esses ministérios articulam-se também com a Páscoa do Senhor, da qual a Eucaristia é a maior expressão: Façam isto, em minha memória”.

A Sexta-feira da Paixão do Senhor
A Igreja, por antiga tradição, não celebra a Eucaristia nesse dia. Celebramos a Paixão e Morte do Senhor Jesus, que se entregou livremente para a salvação do mundo. Os testemunhos falam da celebração da Palavra desde o século V, seguida de uma oração universal que remonta às 18 bênçãos judaicas. O costume de adoração da cruz veio por influência oriental, por volta do século VIII. A distribuição da comunhão, nesse dia, foi introduzida posteriormente. O mais importante - é bom frisar é a celebração da Palavra, momento no qual fazemos o relato da Paixão.
Importa ainda salientar que não é dia de luto. Os antigos chamavam a Paixão de “feliz Paixão”, ou de “gloriosa Paixão”. É dia de respeito e de adesão à entrega que Jesus fez de si mesmo para nos dar a vida.

A vigília pascal
Os cristãos tinham, ao inicio do cristianismo, o costume de fazer vigílias do sábado para o domingo, à espera do amanhecer, quando então celebravam a Eucaristia e saudavam a luz do Ressuscitado, que vence as trevas da morte. Pouco a pouco foram enriquecendo a vigília mais próxima da páscoa judaica com leituras batismais, pois passaram a efetuar nessa noite o batismo dos candidatos à fé. Mais tarde foi introduzido o rito do acendimento do círio, que chega a Roma no século XII. Com o passar dos anos, a vigília sofreu sérias alterações, chegando até o século passado inteiramente desvirtuada da originalidade dos primeiros séculos. Essa vigília (a palavra significa ficar atento, não dormir) passou a ser celebrada pela manhã! Só foi restaurada por Pio XII, já próximo do Concílio Vaticano II. Nós celebramos, nessa noite, a maior de todas as festas cristãs, a alegria da vitória de Cristo e da nossa vitória nele.

Domingo de Páscoa
O Domingo de Pasço passou a ser celebrado, de forma separada, a partir dos séculos IV-V, à medida que a vigília foi-se desfigurando e sendo deslocada para a manhã de sábado.
Com o amanhecer, o raiar do novo dia, celebramos a Ressurreição de Jesus. Toda a criação é convidada a alegrar-se na força do Ressuscitado, que venceu a morte. O canto da seqüência marca bem o acontecimento: “Cantai, cristãos, afinal!...” Não há mais dor, tristeza, luto ou desespero que venha nos imobilizar ou nos tornar reféns da morte. Tudo foi superado pela vitória da Ressurreição. Toda a humanidade, após a noite da guerra, da fome, das doenças, da violência, do preconceito, da pobreza, é convidada para o amanhecer de Cristo, onde brilha a luz, a realização e a alegria da comunhão com Deus.
A carta circular da Congregação para o Culto Divino, “Preparação das festas pascais” , de 16 de janeiro de 1988, delimita o tríduo pascal entre as véspera da Quinta-feira Santa e as vésperas do Domingo da Ressurreição.

Pe. Danilo César dos Santos Lima

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